terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Presente

Hoje foi o ultimo dia de minhas palavras
O dia em que a terra lavra
A morte do que foi dito
E a ressurreição do que foi escrito


....
by Augusto Filho

sábado, 14 de novembro de 2009

A estrada do amor


A estrada do amor


Carrego o amor no balanço das minhas esperanças
como um recém nascido,
frágil,
indefeso,
sensível...
Com o tempo, descubro que
frágil,
indefeso,
e sensível
são os humanos
e suas imperfeições.
A estrada do amor
é pavimentada pelo sofrimento.


...

by Augusto Filho

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Meu mundo


Meu mundo

Eu acho que não agüento
o que o mundo me oferece.
Tanto rancor, egoísmo, traição...
Este mundo não é meu lar.
Este mundo não é meu destino.
E nestes momentos de reflexão,
percebo...
que apesar de rejeitar este mundo,
sou igual a ele.
Tão rancoroso que não percebo as oportunidades.
Tão egoísta que não luto pela transformação.
Tão traidor que não defendo os princípios naturais.
Querer não basta,
é preciso lutar.


...

by Augusto Filho

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Impenetrável mar


Impenetrável mar

O sol banha o mar,
mas o mar continua gelado,
impenetrável.
Ondas inexistentes.
Silencio assustador e solitário,
escondido em si,
chora o amaciamento do sol,
que tudo penetra,
tudo ilumina,
tudo derrete,
mesmo quando não é bem-vindo
ou mesmo quando não é aceito.
Incompreensível, o mar,
seus mistérios, nem os experientes conhecem,
e nem querem descobri-los,
sem antes navega-lo,
sozinho ou acompanhado,
mas navega-lo, em dias quentes e tranqüilos,
em invernos e tormentas,
em abundância de gaivotas,
em agrupamentos de peixes,
em tesouros escondidos,
encontrados...
Muitos perdidos, esquecidos,
outros abandonados,
poucos são encontrados
e muitos nunca serão vistos.
O mar e seus mistérios
O sol e seus esconderijos,
em seus raios,
quebranta qualquer coração,
mesmo o do impenetrável mar.


...
by Augusto Filho

terça-feira, 9 de junho de 2009

A dança


A dança

A dança das palavras é perigosa
Cala-se sem combate
Ou com guerra?
As intrépidas palavras malignas,
que como encantamento perturba o sono
e acelera a ira e sentimentos.
A dança das palavras é como um bolero:
Sujo, malandro e sorridente
Aquece o infeliz e o inocente
Apodera-se e controla os movimentos.
Estremece e foge
Solitário
Pensativo
Solitário...
A palavra é um allegro moderato
Determinante
Crucial...
Um cruzado de lado reverso
Uma ponte e um espelho,
não importa para onde vai,
sempre retorna.
Um filho pródigo,
que abandona,
sofre,
arrepende-se,
porém, retorna.
A dança das palavras é como um tango argentino:
Vibrante, preciso, sentimental
Mas por estranhamento descomunal
Pode-se tornar por demasia passional.
Cuidado é a palavra de ordem
Cuidado com o tango
Afiado e cortante
Não poupa de seu veneno
Nem mesmo o amor.
A palavra é trágica
Destrói mais do que edifica
Espalha mais do que ajunta
Aparta mais do que unifica.
É veneno que escorre nessas entrelinhas,
destilando sua sublimação e significados.
É estranheza para os descuidados,
poder para os ambiciosos,
esperança para os apaziguadores,
fé para os religiosos.
Façam-se boas palavras!
Pois nessa dança,
Comecei em um bolero e terminei em um tango.
...
by Augusto Filho

quinta-feira, 4 de junho de 2009

The Cube


The cube

I shall never forget the love inside
Inside my heart of pain
Pain of not becoming
Becoming the dream within
Within our hearts we forget
Forget what is hard and sure
Oh I wish I could be like gods above
Shine through the universe the magic of wanting
The love that brings with its masks the mirror of life
Great is the heart of those who know the meaning of pure living
The gall of feelings
that never ends to cease
...
by Augusto Filho

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nuvem luminosa


Nuvem luminosa


O incenso flutuava sobre o copo de papel.
Meus pensamentos vagos e oximoros,
navegavam nos olhos da paixão.
Ainda que por ilusão,
ali se apresentava explendorosamente,
sobre nuvens altíssimas,
uma virgem eu vi.
Era ela que perturbava os meus sonhos,
meu sono...
Sua veste branca sobre a espádua nua,
chamava-me sobre a voz da melancolia.
Não! Gritava aos meus olhos.
Meus passos dilacerados
caíam sobre as zeugmas de minha razão...
Era ela que me perseguia em pensamentos


...

by Augusto Filho